quarta-feira, 23 de junho de 2010

Divórcio em Buda (2)

Terminei enquanto estava esperando o livro começar. Que nem a vida.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Divórcio em Buda

Não sei onde está Galiléia. Também nem tou fazendo muita questão de procurar.
Eu fui ver o novo filme do Polanksi na sexta-feira e dei uma passadinha na livraria do Espaço Unibanco e tinha uma pilha de livros do Sandór Marai. Apesar do preço absurdo, resolvi comprar Divórcio em Buda, mas só porque eu tinha uma esperança de que ele fosse me causar uns espasmos emocionais igual As brasas e De verdade. Mas já li uns cinco capítulos e ele fica falando do ofício da magistratura, e blá, blá, blá. Aí a gente pensa: nem o húngaro talentoso conseguiu dar alguma emoção na vida de um juiz, fica tudo sempre envolto naquela aura escura, vagarosa e pesada, própria das leis e dos códigos. Só me deixou deprimida. Em As brasas, tem uma passagem que diz que ninguém se apropria impunemente da alma de outrem. Isso é legal. Eu estava esperando mais disso.

domingo, 9 de maio de 2010

Into the Wild

Juro, eu não me preocupo mais com certos compromissos, entre eles ler os livros a que me proponho nesse blog. Como já disse antes, o que ler depende do estado de espírito. E o meu estado está um pouco alterado por conta da minha atual leitura: Into the Wild de Jon Krakauer.


Não faz o gênero que eu costumo ler, infelizmente tenho um péssimo faro para literatura contemporânea e basicamente nenhuma inclinação para histórias jornalísticas. Isso quer dizer que eu dependo dos outros me entregarem esse tipo de livro e dizerem: leia. A curiosidade de ler a história de uma pessoa (Chris MacCandless) que abandona tudo pra ir pro Alaska não é inocente: a gente passa o livro todo buscando nas razões deles algumas das nossas, pra no final se perguntar por que não fazer o mesmo. Provavelmente porque morrer congelado não tem grande appeal.

Especialmente chamativa - embora eu não saiba se concordo - é essa passagem de uma carta do Chris para o Ron:

I will miss you too, but you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships. God's place is all around us, it is in everything and in anything we can experience. People just need to change the way they look at things.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bagunça

Meu, tá tudo uma zona.
Tenho um livro aqui em casa que me foi emprestado, mas eu simplesmente não consigo começar a ler, porque não me vem a disposição. Tenho certeza absoluta de que a cada tipo de livro corresponde uma disposição de espírito específica. Com isso em mente, pensem que eu li Um copo de cólera duas vezes. Aí eu dei uma parada no Luz em agosto. Semana passada, ou na outra, não lembro direito, retomei Ni d'Eve ni d'Adam e está me falando à alma.
Não é maravilhooooso. Começa que o gênero da Amélie Nothomb é a autoficção, seja lá o que isso for. Deve ser uma espécie de daydream que se coloca no papel. Peca, na minha opinião, por uma romantização exagerada dela mesma (ok, não conheço a moça, tou sendo venenosa). Não entendo, juro, como ela pode - no livro - dizer amar tão loucamente o Rinri, mas não sente falta dele quando estão separados, ou como ela trata tudo com ironia ou sarcasmo, como na vez em que eles vão ver Hiroshima meu amor no cinema e ele chora e ela fica zoando.
Não apenas Hiroshima meu amor é um filme (e livro, claro) lindo de morrer, como, no caso deles, tem aquela coisa meio metalinguística, sei lá, porque é a estrangeira que se envolve com o japonês. É como se eu ouvisse Samba de mon coeur qui bat, especialmente mon aquarelliste si vaniteux e não começasse a sentir saudades.
Claro, se eu fosse escrever um romance ficcional sobre mim, eu também ia querer ser uma heroína não neurótica. Mas eu sei que tou mais pra Maggie Gyllenhaal em Crazy Heart, com menção especial à cena em que o Jeff Bridges comeeeeça a compor a música que dá nome ao filme... Hahahaha, eu entendi totalmente a linha de pensamento dela.
Anyway, no more posts sobre essas coisas, quase nem falei do livro. Na verdade, se eu meio que me convenci a parar de ler, devo ter feito o maior desserviço em convecer qualquer um a comprá-lo.

domingo, 21 de março de 2010

Kolya

Gente, eu sei que eu tou super atrasada, assim, quase 14 anos. Mas ontem eu finalmente vi Kolya e é lindo, tão lindo que me inspirou sentimentos maternais. Ok, não é livro, então não vou nem dizer nada.


sábado, 20 de março de 2010

Galiléia

Acabei Le malentendu. Nem tenho comentários, li meio por obrigação. Na verdade, acho meio temerário ler peças de teatro, salvo algumas exceções. Shakespeare, claro. E eu tenho muito apreço por "Longa jornada noite adentro" do Eugene O'Neill, primeiro porque fez parte da minha (breve) jornada pela literatura dos EUA, depois porque é realmente muito bom e, por fim, porque a filha dele casou com o Charles Chaplin e eu li uma anedota muito engraçadinha sobre isso, mas não lembro direito, então não vou reproduzir. Segue abaixo a capinha do livro, exatamente a edição que eu li:


Anyway, agora eu tou lendo Galiléia, do Ronaldo Correia de Brito. Faz mais de um ano que eu queria ler e só enrolava pra comprar. Fiquei animada com uma resenha, que falava até que ele tinha ganhado o prêmio de melhor romance na segunda edição do Prêmio São Paulo de Literatura. Também não lembro o que na resenha me intrigou, mas o fato é que eu namorei o tal do livro por muitos meses.
Aí, nessa semana bipolar que eu tou tendo (com ênfase no depressivo), resolvi dar uma passada na livraria cultura pra comprar um presente de aniversário pra uma pessoa muuuuito amada. Comprei esses daqui:

e


E também comprei Galiléia pra me dar de presente de mau-humor. A-do-ro histórias que se passam em locais meio desertos (vide Amos Oz), aquela relação difícil da pessoa com o ambiente, que faz a gente sentir tudo lerdo, quente e amarelo, naquele estado que beira a vertigem. Pra diminuir o sufoco de ficar em casa, fui ao Ibirapuera começar a leitura:

Comecei, tou gostando. E não esqueci Luz em Agosto, que tem um jeitinho meio parecido, mas que me consome quando eu leio e eu não tou com excessos de ânimo consumíveis assim. O resto que eu tinha acabou-se no cinema, vendo O segredo dos seus olhos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Le Malentendu

Pra não dizer que não tou fazendo nada, tou lendo Le Malentendu do Camus pra aula de francês. Aí o professor, que me chama de petite, mandou a gente fazer lição de casa. A minha era falar sobre a obra do Camus, mas eu fiz tudo errado e fiquei só falando do conceito de absurdo e tal, nem sabia dizer o nome dos livros dele.
Anotei uma passagem em que o Jan diz que não é possível ser feliz no exílio: Seulement, on ne peut pas être heureux dans l'exil ou dans l'oubli. On ne peut pas toujours rester un étranger.

(aí que meu dia está sendo super bom, porque 1. as horas passaram muito rápido e 2. eu senti friozinhos no estômago... piorou um pouco agora que eu lembrei que vou levar o notebook pra casa pra escrever a dissertação)